Titos literários #01

Titos literários  #01

E aí navegantes, tudo bem?

Sou Tiago Zambiasi, o Tito. Biólogo, professor de Biologia, cursando Matemática à distância e trabalhando na Prefeitura de nossa Palmeirinha velha de guerra, nos projetos e programas do governo federal, na área da Educação.

A Flora iniciou esse projeto massa e pediu para que eu colaborasse com alguma coisa. Como não fico bonito no vídeo, optei por escrever sobre a coisa que mais gosto de fazer: ler.

Nestes tempos de pandemia nada melhor que uma leitura fácil e gostosa para nos distrair, mas também importante que elas tenham a capacidade de nos emocionar e nos fazer aprender algo.

Falar sobre Literatura muitas vezes é pedante e chato e, na internet, a gente quer ler coisas dinâmicas e divertidas, que nos distraiam; mas vou tentar escrever de maneira que vocês se sintam à vontade para seguir (ou não) as dicas que vou deixar aqui. Vou deixar quatro opções de leitura que me foram bastante significativas.

1 – Quarto de despejo – Carolina Maria de Jesus

Livro forte, mostra cruamente a realidade de ser pobre e negro no país. Através de seus diários, escritos entre 1955 e 1960, Carolina nos faz adentrar no universo da favela Canindé, em São Paulo, sob a perspectiva de uma catadora de papel, tirando do lixo o sustento para sua família. Obra recorrente nos vestibulares Brasil afora.

“Aniversário de minha filha Vera Eunice. Eu pretendia comprar um par de sapatos para ela. Mas o custo dos gêneros alimentícios nos impede a realização dos nossos desejos. Atualmente somos escravos do custo de vida. Eu achei um par de sapatos no lixo, lavei e remendei para ela calçar.”

2 – A máquina de fazer espanhóis – Valter Hugo Mãe

Um senhor perde a sua esposa e é posto num asilo pelos filhos. Do lado direito do corredor, um pátio onde as crianças brincam, do lado esquerdo, os idosos acamados com vista para o cemitério. Dentro desse contexto, surgem reflexões sobre a brevidade da vida, abandono, contextos sociais e políticos, morte e amor.

“…e só não nos tornamos perigosos porque envelhecer é tornarmo-nos vulneráveis e nada valentes, pelo que enlouquecemos um bocado e somos só como feras muito grandes sem ossos, metidas dentro de sacos de pele imprestáveis que já não nos servem para nos impor verticalidade nem nas mais pequenas batalhas.”

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3 – O hobbit – J. R.R. Tolkien


Todo mundo gosta de uma aventura. Como leitor ávido de literatura fantástica, não poderia deixar de indicar este. Bilbo encontra uma companhia de 12 anões e parte em busca de um lendário tesouro. No caminho, se depara com Gollum e lhe tira o Um anel depois de vencer uma partida de adivinhas. Antecedendo “O Senhor dos Anéis”, nos traz conceitos de amizade, lealdade e, principalmente, o sentimento de pertencimento a um lugar, sobre ter um chão.

“Tudo o que temos que decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.”

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4 – Entrevista com vampiro – Anne Rice

Livro de vampiro, longe dos vampiros pops de hoje em dia. Narra a história de Loius du Point du Lac antes e após sua transformação sobrenatural pelo sedutor Lestat de Lioncourt. Louis foi imortalizado por Brad Pitt  e Tom Cruise deu vida ao Lestat, no cinema. Aborda conceitos de bem e mal, deuses e demônios, culpa e também (por que não?) sobre amor,  ainda nos põe a pensar sobre o tempo e o que fazer com ele quando se tem milênios pela frente. Romance adulto. Não corremos o risco de ver Edwards ou Bellas, como em Crepúsculo. O trecho abaixo dá uma noção da maturidade da história.

“Muito poucos seres procuram realmente o conhecimento neste mundo. Mortais e imortais, poucos perguntam de fato. Pelo contrário, eles tentam arrancar à força do desconhecido as respostas que já formaram em suas mentes… justificativas, confirmações, fórmulas de consolo sem as quais não podem continuar. Perguntar, de fato, é abrir a porta para um furacão. A resposta pode aniquilar a pergunta e quem a fez.”

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Feito, pessoal?

Todos são livros curtos, questão de três ou quatro pegadas vocês dão conta de qualquer um deles. São dicas minhas de livros que me fizeram pensar na minha própria vida e na minha maneira de ser e estar no mundo.

 Enfim, só resta descobrir um tema que lhes apeteça e começar. Liguem a luminária ou o kindle e boa viagem.