Um olhar de Edilson Pereira sobre o Memorial do Holocausto no RJ

Um olhar de Edilson Pereira sobre o Memorial do Holocausto no RJ

Há atualmente 3 frentes na discussão sobre o memorial do Holocausto no RJ. Edilson Pereira (2020) nos aponta em três direções.

  1. Representantes da comunidade judaica do Rio.
  2. Críticos e profissionais ligados ao patrimônio cultural e paisagístico.
  3. Igreja Universal que tem deslocado as fronteiras entre religião, política e cultura no Brasil.

Destaque para os evangélicos no espaço público e captação de recursos do governo federal para desenvolverem obras como CDs, eventos entre outros a partir de uma cultura bíblica.

O imaginário bíblico e suas paisagens são acionados em shows e rituais de grande público, na comunicação midiática, no consumo cultural e no turismo religioso. Juntos, esses eventos produzem uma partilha estética (Rancière, 2009) do conteúdo religioso para além dos círculos e usos tradicionais. (Pereira, 2020)

Um exemplo claro das fronteiras borradas entre religião, cultura e política.





QUESTÕES PARA DISCUSSÃO.

  1. Seria possível mapearmos as redes de atores humanos e não humanos neste processo de construção do memorial do RJ?
  2. Qual a diferença no discurso e nas narrativas na construção do memorial do Holocausto do RJ para outros no mundo?
  3. Quais mecanismos, conceitos e teorias podemos acionar para mapear os discursos religiosos que borram as fronteiras com a política e a cultura brasileira? Este caso brasileiro seria atípico no mundo?
  4. No caso do texto que traz o tema central do Borba Gato, como as intervenções na obra artística produzem efeitos e significados de contestação histórica para a comunidade que ali vive?

Nesses trânsitos, ele ( Borba Gato) borra fronteiras temporais e espaciais, entre diferentes formas de expressão e entre os domínios “eruditos” e “populares”. (Waldman, T. C., 2019)

Referências